sexta-feira, 13 de junho de 2008

Carta aberta à minha mulher.


Muitos ainda questionam se efetivamente existem almas gêmeas ou se este tipo de ligação não passa de mero sonho dos românticos.
Se você olhar os meus olhos fixamente, perceberá que eu venho de longe, viajando na asa do tempo com as experiências, a mim presenteadas nos portos em que estive.

Se você mergulhar em meus olhos intimamente saberá de minha especial felicidade por ter encontrado você, seu amor singular, sua energia única e lembrará que em determinado momento de nossas vidas encontrei você de forma definitiva, quando passamos a navegar juntos nessa união, iniciada no ápice da paixão e fundeada no amor real, que por manter as suas raízes no equilíbrio, foi se firmando através da convivência estreita e progressiva e amplia-se no dia a dia, por eternos que somos na amizade mais profunda com a união perfeita do desejo permanente e a cumplicidade incondicional.

União única.

Para mim, a perfeição.

Amor, amor puro.

Amor antigo e protetor, porto tão seguro.

Amor, simplesmente.

Unidos no corpo, no instinto e sentimento, possuímos o dom de nos comunicarmos pelo olhar ou movimento mais sutil.
A vida para nós tem sido um delicioso jogo de possibilidades, somos ao mesmo tempo atores e espectadores de nós mesmos. Nada é impossível para a nossa capacidade de reinventar a vida a dois.
Eternos aprendizes, por vezes parecemos crianças com olhinhos brilhantes frente a um mundo complexo e intrigante.

Alérgicos a mesmice, a burrice e ao comum, vamos assim seguindo, sempre com a alegria presente nesse presente da vida, que somos mutuamente.